Venda de remédios sem receita em supermercados

Entenda a proposta

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) está propondo uma mudança importante que pode transformar o acesso da população brasileira a remédios essenciais e reduzir seus custos: autorizar a venda de remédios sem receita médica nos supermercados. Essa medida trará benefícios significativos para a sociedade, para farmacêuticos e, principalmente, para os consumidores brasileiros, que ainda enfrentam dificuldades para acessar esses produtos.

Além disso, é importante destacar que muitos municípios no Brasil não têm farmácias, o que dificulta ainda mais o acesso a remédios. Ao permitir que as mais de 414 mil lojas do setor supermercadista vendam remédios sem receita, ampliaremos a distribuição e o acesso a esses produtos essenciais. Supermercados são pontos de venda mais acessíveis, com horários de funcionamento mais amplos e mais próximos das residências, tornando o acesso a remédios mais prático e conveniente para todos.

O que são os remédios sem receita?

Os remédios sem receita são produtos amplamente utilizados no autocuidado, para o tratamento de sintomas simples ou para a prevenção de doenças comuns, como analgésicos, antigripais, antigases e sal de frutas. Esses remédios são classificados pelas autoridades de saúde como seguros para o uso sem a necessidade de prescrição médica, pois não causam dependência, não apresentam efeitos colaterais graves e são amplamente testados.

O que prevê o projeto?

Amplia o rol de estabelecimentos autorizados à venda de medicamentos isentos de prescrição.

Cria vagas para farmacêuticos, que atuarão como responsáveis técnicos pelos estabelecimentos e como orientadores aos consumidores.

 

Objetivo

Facilitar a cadeia de distribuição de remédios que não precisam receita promovendo a concorrência e a queda de preços ao consumidor final.

Por que em vários países desenvolvidos o consumidor pode comprar remédio em supermercados e no Brasil não pode?

Em diversos países desenvolvidos, como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Suíça e Inglaterra, é comum a venda de remédios que não precisam de receita em supermercados. Isso facilita o acesso da população e reduz os custos relacionados à compra desses produtos, sem comprometer a segurança dos consumidores.

No Brasil, muitas farmácias já comercializam uma vasta gama de produtos além de remédios, tanto de forma presencial quanto online, com opções de entrega em domicílio. No entanto, uma questão importante surge: se as farmácias podem vender remédios sem receita pela internet, por que os supermercados ainda não podem vender esses produtos de forma presencial?

Uma das explicações é que as farmácias têm garantido, ao longo do tempo, um mercado reservado para a venda de medicamentos, o que, muitas vezes, está relacionado aos seus lucros.

A ABRAS, por sua vez, está comprometida em defender os interesses da população. Ao permitir que supermercados vendam remédios que não precisam de receita de forma presencial, queremos aumentar o acesso da população a esses produtos essenciais e contribuir para a redução de custos, sem abrir mão da segurança dos consumidores. Nosso foco é oferecer mais opções e maior conveniência para todos, sem prejudicar a qualidade e a eficácia dos cuidados à saúde.

Lojas do varejo alimentar pelo mundo que comercializam remédios

Alemanha
Aldi

Reino Unido
Sainsbury's

Morrisons

 

Vai ter farmacêutico para orientar o consumidor?

No Brasil, todos os medicamentos são supervisionados por farmacêuticos, e nós, da ABRAS, temos o maior respeito pelos profissionais dessa área essencial. Por isso, em nosso projeto, propomos a contratação de farmacêuticos para esclarecer quaisquer dúvidas dos consumidores, garantindo a mesma qualidade e segurança no atendimento que já é oferecida pelas farmácias nas vendas online. Essa medida não só vai aumentar a conveniência e o acesso à orientação especializada, como também gerará mais oportunidades de emprego para farmacêuticos em todo o país.

Quais seus benefícios?

 

Diminuição substancial de custos para o sistema de saúde e otimização de recursos governamentais.

Diminuição do preço dos remédios sem receita e aumento do conforto para as pessoas, com redução de até 35%, pelo aumento da concorrência.

Ampliação do acesso da população aos medicamentos sem receita, pela comercialização em supermercados e seus congêneres.

Melhora da qualidade de vida dos cidadãos, por meio da facilitação do acesso a medicamentos sem receita em municípios menores.

O Brasil já experimentou um modelo similar no passado, com resultados positivos, e diversos outros países ao redor do mundo adotam essa prática, mostrando os benefícios tanto para a saúde pública quanto para a economia dos cidadãos.

 

Entre 1994 e 1995,

Os remédios sem receita puderam ser comercializados em supermercados, armazéns e lojas de conveniência. Durante um ano, os supermercados venderam esses medicamentos. Nesse período, não houve aumento de intoxicações por remédios sem receita, e os supermercados conseguiram reduzir os preços em até 35%.

Perguntas e Respostas

Tire suas dúvidas! Perguntas e respostas sobre a venda de remédios sem receita no supermercado.

 

Os remédios sem receita são produtos amplamente utilizados no autocuidado, para o tratamento de sintomas simples ou para a prevenção de doenças comuns, como analgésicos, antigripais, antigases e sal de frutas. Esses remédios são classificados pelas autoridades de saúde como seguros para o uso sem a necessidade de receita médica, pois não causam dependência, não apresentam efeitos colaterais graves e são amplamente testados.

A venda de remédios que não precisam de receita médica em supermercados vai ampliar a distribuição, promovendo a concorrência, preços mais competitivos e economia de recursos da saúde pública. Além disso, a medida também vai promover a geração de empregos, incluindo farmacêuticos.

Os benefícios para o consumidor em relação à aprovação da venda de remédios isentos de receita em supermercados incluem maior praticidade, já que é possível adquirir esses produtos junto com outras compras do dia a dia, economizando tempo e esforço; maior acessibilidade, especialmente em locais onde há poucas farmácias ou até mesmo não há farmácia, permitindo o tratamento rápido de problemas simples de saúde; disponibilidade ampliada, com supermercados geralmente funcionando em horários mais flexíveis, incluindo fins de semana e feriados; preços potencialmente mais competitivos devido ao aumento da concorrência; e maior autonomia, permitindo que o consumidor tome decisões informadas sobre tratamentos básicos sem depender exclusivamente de farmácias.

Estudos indicam que a venda de remédios isentos de receita em supermercados pode gerar economias significativas para o sistema público de saúde, como demonstra a pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA), que aponta que para cada real investido em medicamentos básicos há uma economia de R$ 7,00 para o Sistema Único de Saúde (SUS). Essa economia ocorre porque o acesso facilitado a esses medicamentos permite o tratamento precoce de condições leves, evitando complicações que poderiam gerar internações ou atendimentos médicos mais complexos e onerosos. Em relação aos riscos relacionados à automedicação, é importante lembrar que os remédios isentos de receita são amplamente reconhecidos como seguros e destinados a tratamentos simples, quando usados conforme as orientações da bula. Assim, com campanhas de conscientização e regulamentações adequadas, a medida pode ser implementada com segurança, beneficiando tanto o consumidor quanto o sistema público de saúde, que terá seus recursos otimizados para atender a casos mais graves e prioritários. A regulação clara sobre quais medicamentos podem ser vendidos nos supermercados e a inclusão de orientações aos consumidores são suficientes para evitar o uso inadequado, garantindo que o impacto seja positivo tanto para a população quanto para as finanças públicas.

Sim, a eficácia do uso de remédios isentos de receita é amplamente comprovada, pois esses medicamentos são desenvolvidos especificamente para tratar condições leves e autolimitadas, como dores de cabeça, febres, resfriados e problemas digestivos. Antes de serem liberados para venda sem receita, passam por rigorosos testes clínicos que avaliam sua segurança, eficácia e adequação para o uso autônomo pelo consumidor, com base nas orientações fornecidas na bula. Além disso, órgãos reguladores como a ANVISA no Brasil, a FDA nos Estados Unidos e a EMA na Europa realizam avaliações contínuas desses produtos para garantir que eles atendam aos padrões de qualidade e eficácia. O uso responsável, guiado pelas instruções do fabricante, tem mostrado resultados positivos tanto na melhora dos sintomas quanto na redução da necessidade de consultas médicas para problemas simples, destacando a importância e a segurança desses medicamentos na saúde pública.

A automedicação não se aplica ao conceito de remédios que não precisam de receita. Embora a automedicação possa ter riscos como o uso irracional de medicamentos, efeitos indesejáveis, enfermidades iatrogênicas e mascaramento de doenças graves, é importante destacar que os remédios sem receita são desenvolvidos especificamente para minimizar esses problemas. Eles são destinados a tratar condições leves e autolimitadas, com um alto nível de segurança, e são acompanhados de bulas claras para orientar o uso correto. Com regulamentação adequada e campanhas educativas, é possível reduzir significativamente os riscos associados à automedicação. Além disso, o acesso a esses medicamentos em supermercados contribui para tratar sintomas simples precocemente, evitando que evoluam para quadros mais graves, o que, em muitos casos, reduz os custos tanto para o paciente quanto para os sistemas de saúde. Assim, a solução está em garantir informação e acesso responsável, não em restringir um recurso que pode trazer benefícios amplos quando utilizado adequadamente.

O autocuidado é conjunto de práticas realizadas de forma consciente e autônoma por indivíduos para promover, manter ou recuperar a saúde e prevenir doenças. Envolve ações como manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente, garantir boa qualidade de sono, gerenciar o estresse, evitar hábitos nocivos como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, e buscar cuidados médicos ou farmacêuticos quando necessário. O uso responsável de remédios que não precisam de receita também é uma parte importante do autocuidado, permitindo que as pessoas tratem problemas de saúde leves de forma segura e eficaz, sem sobrecarregar o sistema de saúde. O autocuidado é essencial para melhorar a qualidade de vida, prevenir complicações de saúde e promover um maior bem-estar físico e mental.

A autoprescrição é a prática de uma pessoa selecionar e consumir medicamentos sem orientação ou prescrição de um profissional de saúde habilitado, como médicos ou dentistas. Essa prática difere do autocuidado responsável, pois envolve a utilização de medicamentos que exigem prescrição, como antibióticos, anti-inflamatórios potentes ou remédios controlados, sem a devida avaliação de um especialista. A autoprescrição pode acarretar riscos significativos, como reações adversas graves, interações medicamentosas perigosas, agravamento de condições subjacentes e o mascaramento de doenças que requerem tratamento adequado. Para evitar esses problemas, é fundamental que medicamentos que necessitam de prescrição sejam utilizados apenas sob supervisão profissional, enquanto o uso de remédios isentos de receita deve seguir as orientações disponíveis na bula e ser restrito a condições leves e autolimitadas.

Em diversos países desenvolvidos, como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Suíça e Inglaterra, é comum a venda de remédios que não precisam de receita em supermercados. Isso facilita o acesso da população e reduz os custos relacionados à compra desses produtos, sem comprometer a segurança dos consumidores. No Brasil, muitas farmácias já comercializam uma vasta gama de produtos, além de remédios, tanto de forma presencial quanto online, com opções de entrega em domicílio. No entanto, uma questão importante é o fato de que, enquanto as farmácias no Brasil podem vender remédios sem receita pela internet, os supermercados ainda não têm permissão para vender esses produtos de forma presencial. Uma das explicações para essa diferença é que as farmácias têm garantido, ao longo do tempo, um mercado reservado para a venda de remédios, o que, muitas vezes, está relacionado aos seus lucros.

No Brasil, todos os medicamentos são supervisionados por farmacêuticos, e nós, da ABRAS, temos o maior respeito pelos profissionais dessa área essencial. Por isso, em nosso projeto, propomos a contratação de farmacêuticos para esclarecer quaisquer dúvidas dos consumidores, garantindo a mesma qualidade e segurança no atendimento que já é oferecida pelas farmácias nas vendas online. Essa medida não só vai aumentar a conveniência e o acesso à orientação especializada, como também gerará mais oportunidades de emprego para farmacêuticos em todo o país.

A venda de remédios sem receita em supermercados contribui para a sustentabilidade do sistema de saúde público ao reduzir a pressão sobre unidades de saúde, já que a população pode tratar problemas leves, como dores ou resfriados, sem a necessidade de consultas médicas. Isso libera recursos e profissionais de saúde para focar em casos mais graves e complexos. Além disso, melhora o acesso da população a remédios básicos, evitando complicações de saúde que poderiam evoluir sem tratamento inicial, diminuindo internações ou atendimentos emergenciais. Dessa forma, o sistema de saúde se torna mais eficiente, economizando tempo e recursos públicos.

A venda de remédios isentos de receita em supermercados não é uma prática nova no mundo; pelo contrário, já é amplamente adotada em muitos países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália. Eles permitem a comercialização de remédios básicos fora de farmácias especializadas há décadas, com o objetivo de ampliar o acesso da população a tratamentos simples e seguros. A experiência internacional mostra que, quando essa prática é bem regulamentada, ela oferece benefícios significativos, como maior conveniência para os consumidores, preços mais competitivos devido à concorrência ampliada e um sistema de saúde mais eficiente. Essa ampla adoção ao redor do mundo reflete a viabilidade e os benefícios da medida, desde que sejam implementados controles adequados para garantir o uso responsável dos medicamentos.

A comercialização de remédios isentos de receita exige o cumprimento de critérios rigorosos definidos por órgãos reguladores como a ANVISA no Brasil. Para que um medicamento seja classificado como isento de receita, ele deve apresentar um alto perfil de segurança, com poucos ou nenhum efeito colateral grave, ser eficaz no tratamento de condições leves e autolimitadas, e possuir um baixo potencial de risco em casos de uso inadequado. Além disso, esses remédios devem ter informações claras e acessíveis em suas bulas, incluindo instruções detalhadas de uso, advertências e contraindicações, para garantir que o consumidor possa utilizá-los de forma autônoma e responsável. Periodicamente, os remédios sem receita são reavaliados para garantir que continuam atendendo aos critérios exigidos, reforçando a segurança e eficácia de sua comercialização em locais como supermercados.

A ANVISA avalia os critérios para classificar um remédio como isento de receita por meio de um processo técnico e científico detalhado. Essa análise inclui estudos clínicos e de segurança que comprovem a eficácia do medicamento no tratamento de condições leves e autolimitadas, bem como seu perfil de segurança, evidenciado pela baixa probabilidade de efeitos adversos graves e pelo baixo risco de interações medicamentosas perigosas. A agência também considera fatores como histórico de uso seguro, ausência de potencial para dependência ou abuso e a possibilidade de ser usado de forma eficaz sem supervisão médica. Além disso, são analisadas a clareza e a acessibilidade das informações fornecidas na bula, que devem orientar o consumidor sobre o uso correto, contraindicações e sinais de alerta. O medicamento só é aprovado como isento de receita após essa avaliação minuciosa e, mesmo depois da aprovação, continua sendo monitorado para garantir que permaneça seguro e eficaz.

O consumidor pode realizar o autocuidado adotando hábitos saudáveis e práticas responsáveis que promovam a saúde e previnam doenças. Isso inclui manter uma alimentação balanceada rica em nutrientes, praticar exercícios físicos regularmente, dormir o suficiente para permitir a recuperação do corpo, evitar o consumo excessivo de álcool e o tabagismo, e gerenciar o estresse por meio de técnicas como meditação ou atividades relaxantes. Além disso, o autocuidado envolve a identificação precoce de sintomas leves e o uso responsável de remédios isentos de receita para tratar condições simples, sempre seguindo as orientações da bula. Também é fundamental buscar informações confiáveis sobre saúde, realizar check-ups periódicos e consultar profissionais da saúde quando necessário. Por meio dessas ações, o consumidor pode melhorar sua qualidade de vida, prevenir problemas de saúde e contribuir para um sistema de saúde mais sustentável.

As instruções para o uso de remédios isentos de receita incluem seguir rigorosamente as orientações da bula ou embalagem do medicamento, que contêm informações detalhadas sobre a dosagem correta, os horários recomendados para administração e a duração do tratamento. É fundamental respeitar as indicações para as quais o medicamento foi desenvolvido, limitando seu uso a condições leves e autolimitadas, como dores de cabeça, febres, resfriados ou pequenos desconfortos. Além disso, o consumidor deve estar atento às contraindicações e precauções descritas, como restrições para determinados grupos, como crianças, gestantes, lactantes ou pessoas com condições específicas de saúde. É importante não exceder a dose recomendada e evitar o uso prolongado sem orientação médica. Em caso de persistência ou agravamento dos sintomas, é necessário buscar orientação de um profissional de saúde. A leitura atenta da bula e o uso responsável são essenciais para garantir a segurança e a eficácia dos remédios isentos de receita.

 

Facilitar o Acesso de Medicamentos Isentos de Prescrição Favorece Consumidores e Traz Ganhos de Bem-estar

Segundo a Millenium Papers, os remédios isentos de receitas:

  • Possuem uma regulamentação antiquada (1873), mostrando um descompasso com as boas práticas de países desenvolvidos.
  • Possuem sete critérios rigorosos avaliados pela ANVISA para que possam ser enquadrados como medicamentos isentos de prescrição.
  • Dentre os milhares de medicamentos registrados no Brasil, apenas 52 substâncias são classificadas como remédios isentos de receita.
  • Pesquisa realizada entre 2009 e 2018 mostrou que das causas de intoxicação medicamentosa, somente 3% foram causadas por medicamentos sem receita, enquanto 67% por medicamentos do tipo MRx.
  • Ainda que haja diversas evidências cientificas e empíricas acerca do barateamento dos preços, isso não necessariamente gera uma compra 'desenfreada' dos remédios por parte dos consumidores.
  • Preço mais barato para os consumidores já existentes e acesso a pessoas que não tinham como comprar o medicamento, que passam a ter acesso ao mesmo.

Clique aqui e baixe o estudo completo.

Vídeo de depoimento